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Posts Tagged ‘reciclagem’

http://blog.uncovering.org/archives/2006/11/energia_visual.html

“Se nós pudéssemos ver a energia que estamos a consumir, a nossa postura perante o desperdício talvez fosse outra. Esta é a proposta do Interactive Institute. Uma extensão que, se estiver a ser percorrida por corrente eléctrica, brilha consoante a intensidade da mesma. Mais consumo, um brilho intenso, menos consumo, o cabo aproxima-se do normal. Enquanto que este conceito nos parece meramente de design, na verdade é uma forma de nos chamar a atenção para os problemas emergentes do consumo desmesurado de energia eléctrica.” (http://blog.uncovering.org/archives/2006/11/energia_visual.html)

Desde pequena, ouvia meu pai reclamar comigo para apagar a luz de um cômodo, ao deixá-lo. Hoje eu me encontro na mesma situação com o meu filho, mas do lado oposto. Broncas não adiantaram, nem tirar a lâmpada do quarto dele para mostrar o quanto a luz faz falta. Somente quando eu fiz uma brincadeira – mostrando o ato de acender ao entrar no quarto e apagar ao sair, repetidamente e de modo engraçado – é que ele incorporou a idéia. Até mesmo quando houve visitas, na semana passada, ele orientava para que todos seguissem a regra. Pude observar muito bem o comportamento dos seres humanos. Rejeitamos as regras que nos impõem, mas nem pestanejamos em comandar os outros…

Depois dessa onda de apagão, todo mundo ficou traumatizado e foi até um incentivo a mais para agilizar a migração dos monitores CRT para LCD. Na época, eu trabalhava no Shopping Iguatemi e lembro-me do quanto era desagradável ficar num ambiente sem janelas, quando o condicionador de ar tinha que estar desligado para atingir a meta de economia. Entretanto, esse período foi necessário para o início da conscientização de toda a sociedade a respeito dos limites da capacidade de produção energética do país.

Atualmente, aqui em casa, desligamos tudo (menos a geladeira) da tomada antes de sair por várias horas, e fechamos o registro do gás também. Tudo para evitar perdas e danos, ou melhor dizendo, conservar o que temos…

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Afinal, a questão do desperdício de energia causada pela forma de utilização de nossos equipamentos tem fundamento ou é apenas uma paranóia?

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Confira preciosas dicas nos artigos a seguir:

Economizando Energia

Quanto os Equipamentos Eletrônicos Realmente Consomem no Modo Standby? – Vale a pena também ler os comentários.

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Reciclando nossos conceitos, prolongaremos a vida útil de nós mesmos!

(Laura Bernardes)

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“A energia mais limpa é a energia poupada, costuma-se dizer. Diante da estimativa de que são desperdiçados pelo menos R$ 10 bilhões em energia por ano, conclui-se que o País não só joga dinheiro fora, como acumula dívidas para com o meio ambiente.” (Leia mais em: Espaço Ecológico)

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Um projeto de MetaReciclagem ainda virgem

Já guardei coisas “sem utilidade” por um tempão, sempre pensando nas possibilidades criativas. Cheguei a criar umas coisas loucas quando estava na faculdade: centopéia de fitas K7, luminária de disquetes… desmontava e remontava, dando um novo sentido àquelas coisas que estavam temporariamente sem uso.

Herdei esse gosto de meu pai. Quando eu era pequena, a gente rodava a cidade, passando nos ferros-velhos, caçando peças para montar máquinas de mil coisas que ele inventava. Até hoje ele é assim. E eu não sou nada diferente nisso. Parei um pouco quando engravidei, joguei muita coisa fora, quase-coisas e possíveis coisas que iam se acumulando, mas com a chegada do bebê eu não teria mais tempo para ressucitá-las nem meios de transportá-las nas mudanças tantas que faria até chegar nesta casa.

Hoje estamos aqui, eu e Fábio “Marcelum”, mexendo nos dois computadores que temos em casa, formatando e reformatando com Ubuntu, Fedora, Puppy, Slax, Kalango, Kurumin, e o diabo a quatro até entender como essa parafernália funciona afinal. Bota placa, instala pacote, pesquisa no google, será que é isso, será que é aquilo, fórum, lista de discussão, grava CD, reseta aí… Meu Deeeeeeus, acho que to ficando louca com tanta novidade na cabeça!!! O Janela$ ficou pra trás de uma maneira tão ridícula, que parece que realmente uma grande porta se abriu para nós. Uma sequência de acontecimentos vem trazendo oxigênio à nossa vida. Chega de crackear, bugar, finalizar tarefa, enviar relatório de erros, digitar serial-key porque não dá mais para copiar e colar; o fabricante tá sempre se esforçando para dificultar a cópia ilegal de seus programas e nós correndo atrás do prejuízo.

A nova vida tem dificuldades, como qualquer adaptação. Somos um pouco técnicos de hardware, um pouco programadores, filósofos, designers, mas principalmente somos disseminadores de uma nova mentalidade, da recriação dos espaços digitais e da reapropriação da cultura como bem compartihado.

Agora temos a oportunidade de conhecer softwares livres, como também escrevê-los e até criar interfaces (porque não?!?!) Temos habilidades, temos pessoas para compartilhar conhecimentos e colaborar conosco. Há muito o que estudar. Eu queria não precisar dormir para ter mais tempo e chegar logo no patamar de compreensão em que houvessem menos dúvidas bobas como as que tenho hoje.

Ainda não temos quase nada definido para iniciar a prática. Então, fora o computador que usamos para tarefas mais robustas, estão encostados aqui dois monitores de 6 anos de idade (com a imagem um pouquinho desfocada), uma cpu (funcionando) Pentium III de 500 mHz (128 de ram) e periféricos (alguns funcionando), como scanner, impressora, mouse, teclado e caixa de som.

Moramos num bairro popular de Salvador e conhecemos pessoas de várias idades que não podem pagar por um curso de informática. Gostaríamos de ajudá-las, ensinando-as a usar computadores e a fazer manutenção para que possam, através desses novos recursos, obter um pouco mais de êxito na vida profissional e até mesmo no dia-a-dia, sentindo-se valorizadas e dentro da realidade atual. Essas pessoas têm vontade de se comunicar também! Têm algo a dizer para o mundo, há talentos inatos entre elas.

Ontem, risquei umas idéias à lápis na folha de reciclato. Nomes, desenhos… Delineando na compreensão a palavra MetaReciclagem como o ato de renovar não só as peças consideradas obsoletas, mas principalmente a reciclagem do próprio homem num retorno digno à sociedade e com o poder de canalizar integralmente suas idéias.

Leiam, a seguir, dois trechos extraídos do texto: Por que somos contra a propriedade intelectual? de Pablo Ortellado (recomendo a leitura completa no endereço http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/06/29908.shtml)

“Uma vez que tiramos grandes vantagens das invenções alheias, devemos ficar felizes de ter uma oportunidade de servir aos outros com quaisquer de nossas próprias invenções; e isso devemos fazer de forma gratuita e generosa. (Citação de Benjamin Franklin, que sempre se recusou a patentear suas invenções).

(…)

O sucesso do sistema operacional GNU/Linux e do movimento do software livre trouxe um exemplo concreto da possibilidade de se constituir um sistema de criação onde a remuneração não fosse a forma principal de estímulo e onde o interesse coletivo de usufrir com liberdade a cultura humana fosse mais importante do que a exploração comercial das idéias.”

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Recriar as formas externas dos equipamentos

Uma nova dimensão abrindo-se neste horizonte digital.

Desejo agregar-me à algo que realmente tenha importância e que faça a diferença para pessoas próximas a mim.

Contribuir localmente, como uma semente, um esporo disseminador de ações positivas para o meio social e o meio-ambiente.

Aumentar a vida útil dos equipamentos, das idéias, das pessoas.

Extrair o melhor dos potenciais, valorizando o latejar inocente das crianças, cheias de vontade de descobrir o mundo e trazendo novo estímulo aos adultos.

Entender e ensinar as melhores formas de utilização das ferramentas digitais, como transformadoras sociais. Recriar as formas externas dos equipamentos, permitindo que a ludicidade traga um pouco mais de alegria ao cotidiano.

Vou começar as atividades aqui no condomínio onde moro, com um pequeno cartaz para agregar equipamentos doados e pessoas interessadas a participar.

Um pequeno passo. Vamos ver no que dá!

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