Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘software livre’

1- Na máquina nova… (Experimentações diversas de dualboot: XP / Ubuntu / Ubuntustudio / Kurumin Light / Puppy)

Estávamos usando Window$ XP em dual boot com Ubuntustudio 8.04 em nossa máquina principal (Pentium Dual 2,66 GHz com 1 Gb de RAM), mas resolvemos mais uma vez extinguir o primeiro e tentar sobreviver no mundo livre, ainda que com nosso pouco conhecimento. O Ubuntustudio 8.04 com relação ao 7.10 estava melhor num aspecto, pois já veio em grande parte na nossa língua e não acontecia mais travamentos nas portas PS2 (mouse e teclado), mas por outro lado, não estava saindo som nenhum (exceto algumas vezes em que executávamos o emulador zsnes). A barra inferior também não aparecia. Pesquisamos no google tentando solucionar o problema do som, mas desistimos temporariamente (Blog do Pilinha, entre outros).

O Puppy 4 em live CD na máquina nova demonstrou-se muito eficiente, reconheceu todo o hardware em poucos segundos, conectou-nos à internet com facilidade, através do Menu > Network > PPPoe. Fizemos a instalação dele no HD. Por já termos um grub preexistente, o instalador universal do Puppy nos instruiu a inserir manualmente algumas linhas no menu.lst que fica dentro de /boot/grub:

title Puppy Linux 400 full install
root (hd0,0)
kernel /boot/vmlinuz root=/dev/hdb1 pmedia=idehd

Deu tudo certo, porém optamos por não ficar com o Puppy 4 por não haver nele a opção de criar um usuário, e já vimos em diversas fontes que não é seguro ficar em modo gráfico logado como root. Vamos ficar com o cd aqui arquivado para situações de erro que possam ocorrer em nossas experiências com as demais distros, pois ele é muito útil, funciona até mesmo sem HD, como todo CD live, mas com a vantagem de ser muito rápido. De interface muito amigável, parece ser uma ótima opção para máquinas com pouca memória (mínima de 128Mb, pois no nosso MMX de 64Mb, em modo XVESA não rodou completamente, ficando travado o mouse serial).

Tentamos fazer dualboot do Ubuntustudio Hardy com o Ubuntu Feisty, mas estava dando o erro a seguir (ao tentar entrar no Ubuntustudio 8.04):

“Log of fsck -C -R -A -a
Wed Jun 25 15:13:18 2008

fsck 1.40.8 ( 13-Mar-2008 )
/home: clean, 13087/6029312 files, 2893017/12050742 blocks
fsck.ext3: Unable to resolve ‘UUID=f0995bcc-63c1-4f3b-8b16-586c80aa9c6b’
fsck died with exit status 8

Wed Jun 25 15:13:18 2008”


Após essa saga, baixamos o Kurumin Light e colocamos em dualboot com o Ubuntustudio Gusty. Está maravilhoso, tocando música e funcionando tudo perfeitinho. O único porém é que de vez em quando travam as saídas PS2, aí recorremos ao mouse USB para salvar os documentos abertos e reiniciar sem ter que usar o botão reset. Só vamos colocar o Ubuntustudio Hardy quando liberarem um release mais redondinho.

2- Na máquina antiga… (Dicas para adaptar uma distro de interface amigável para computadores low-tech)

Estamos baixando o Kurumin 7 Download ISO ou Torrent para tentar o tutorial Usando o KDE em micros com 32 MB de RAM – e Dicas de Particionamento – (tentamos com o CD do Kurumin Light, mas não funcionou). Até agora, a única distro que funcionou no computador antigo aqui foi o Damnsmall Linux e queremos algo com interface mais amigável, para proporcionar uma aceitação maior por parte dos aprendizes.

Deixe seu comentário aqui.

Read Full Post »

NOTA: Se você não tiver tempo ou paciência para ler um texto grande neste momento, sugiro que passe os olhos pelas palavras em negrito, pois assim vc absorverá o conteúdo principal resumidamente. Essa é a conhecida técnica de skimming, onde “o leitor está em busca do sentido geral do texto, muitas vezes para decidir se vai ler todo o texto de forma mais detalhada” (http://www.veramenezes.com/leitura2.htm). O uso de palavras destacadas em negrito, além do mais, objetiva minimizar a monotonia visual da leitura linear.

Confira também a atualização da página “Apoios” (https://lauraste.wordpress.com/apoios).

Então, comecemos…

É muito bonito falar e mais fácil ainda ficar só nisso. Mas, com o passar dos anos de vida, aprendemos a viabilizar os projetos que desejamos. Temos que anotar no papel, transformar a idéia nebulosa em listas e tabelas bem definidas, para então chamar as energias compatíveis ao redor para ajudarem a concretizar cada etapa do processo construtivo.

Estamos relatando tudo aqui para que você possa usufruir da liberdade de fazer o mesmo na sua região, se sentir vontade de compartilhar seus conhecimentos e potencialidades para o bem de quem está ao seu redor.

Vamos expor aqui alguns conceitos relacionados ao tema. Sinta-se à vontade para debater, perguntar, pesquisar mais no Google e nos sugerir qualquer complemento que você julgue pertinente.

___________________________________

Já falamos uma definição de MetaReciclagem por aqui (https://lauraste.wordpress.com/2008/03/05/entendendo-o-significado) mas vamos complementar com a seguinte:

“Metareciclagem é uma rede auto-organizada que propõe a desconstrução da tecnologia para a transformação social (http://www.metareciclagem.org/drupal/livro/metareciclagem).

Metareciclagem não é algo imposto por uma pessoa e sim uma “movimentação espontânea coletiva” (http://blogs.metareciclagem.org/fff/?cat=3&paged=3)

___________________________________

Definição de Esporos

A idéia de esporo no meio da metareciclagem surgiu de uma analogia com os esporos das plantas, que são suas unidades de reprodução (http://pt.wikipedia.org/wiki/Esporo).

Um esporo é um espaço auto-gestionado de replicação da MetaReciclagem (http://www.metareciclagem.org/drupal/livro/esporos).

“A catalisação do conhecimento livre, somada aos agentes locais replicadores deste conhecimento nos mostram a esporificação do sistema. As pessoas, assim, são capazes de tomar as próprias rédeas, andar sozinhas e protagonizar suas próprias vidas.

Os esporos são os nós vivos da rede.” (http://www.marketinghacker.com.br/index.php?itemid=2367)

___________________________________

O termo linkania também nos interessa, pois é através do processo de “dica” do qual a linkania trata, que construimos nossas vidas atualmente. Podemos obter conhecimentos sobre diversas coisas, a partir de um link num email, numa página da internet, numa comunidade, num bate-papo, numa conversa de bar, num telefonema, numa notícia de rádio. Podemos arrumar um emprego, ir a um evento, ou evitar o trânsito congestionado numa região, por causa de uma dica. Tudo está interligado pelo link que se propaga nos meios “físico” e “virtual”.

“Linkania é a cidadania desterritorializada. É a expressão de cidadania na internet. Tem uma ligação com as idéias de Cluetrain. O link é a forma de ligação social, relacionamento social, da nossa “extensão tecno-natural da mente e corpo” na internet. É a cidadania sem cidades.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Linkania)

___________________________________

Por que o software livre:

“O software não é mais visto como um bem, e sim como uma ferramenta para atingir o conhecimento” (http://www.marketinghacker.com.br/index.php?itemid=2367)

“Na fase de recuperação [quando as máquinas doadas são recebidas para uma “recauchutagem” na oficina de metareciclagem], será dada ênfase na reconfiguração dos programas que serão previamente instalados nas máquinas que serão entregues à comunidade. Será privilegiado o sistema GNU/Linux e programas que sigam a licença GPL, devido ao fato de serem sistemas de código aberto, permitindo alterações por parte dos usuários e do grupo de trabalho de reciclagem, trazendo como benefício a adaptação do sistema a cada caso de uso específico e o apoio da comunidade de desenvolvedores dos sistemas utilizados, além do fato de poderem ser distribuídos juntamente com as máquinas com baixo custo, tornando-as operacionais em curto prazo.

O projeto visa dotar cada máquina de requisitos mínimos operacionais de uso, de tal forma que todas possam ser utilizadas para tarefas comuns em ambientes computacionais, como acesso a Internet, uso de processador de texto, planilha de cálculo e banco de dados.” (http://www.softwarelivre.org/news/755)

___________________________________

Pesquisando e observando ações semelhantes de metareciclagem, começamos a construir uma listagem que precisamos reunir para tornar real nosso projeto local:

Estrutura

Equipamentos de informática (CPUs, placas, periféricos) / Estantes / Mesas / Cadeiras / Tinta spray / Tinta em lata / Pincel / Rolo / Cabos de rede / Clipador RJ45 / Conectores RJ45 / Material de consumo (papéis, canetas, cartuchos de impressão) / Ventiladores / Camisas personalizadas ou material para serigrafia / Espaço com conexão banda larga

Mão-de-obra

Pessoas com experiência em: Software Livre / Rede de computadores / Design / Artesanato / Rede elétrica / Comunicação / Rádio / Direito (para montarmos a parte jurídica, seja ONG ou Associação) / Administração (gerenciamento principal e informes sobre o projeto) / Serigrafia / Replicadores (Pessoas interessadas a aprender e repassar os conhecimentos adiante, formando outros esporos)

Nem tudo que está na lista é essencial para começarmos. Mesmo que ainda não tivermos uma sede, assim que houver aqui mesmo 3 computadores, já vamos começar algumas experiências, pois interessados não faltam (de todas as idades e classes). Nem estamos espalhando a notícia, para evitar tumulto. O que temos de mais valioso é a vontade de ajudar a quem pudermos.

Pensamos em fazer alguma diferenciação no nosso projeto, como focar nossos esforços em adaptações para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Se você deseja doar algum dos itens citados acima ou ajudar na divulgação, contate-nos. Para participar, mande uma descrição do que você sabe fazer, para que nós coloquemos seu nome na lista de apoio, colaboradores ou interessados.

Deixe um comentário aqui.

Read Full Post »

Um projeto de MetaReciclagem ainda virgem

Já guardei coisas “sem utilidade” por um tempão, sempre pensando nas possibilidades criativas. Cheguei a criar umas coisas loucas quando estava na faculdade: centopéia de fitas K7, luminária de disquetes… desmontava e remontava, dando um novo sentido àquelas coisas que estavam temporariamente sem uso.

Herdei esse gosto de meu pai. Quando eu era pequena, a gente rodava a cidade, passando nos ferros-velhos, caçando peças para montar máquinas de mil coisas que ele inventava. Até hoje ele é assim. E eu não sou nada diferente nisso. Parei um pouco quando engravidei, joguei muita coisa fora, quase-coisas e possíveis coisas que iam se acumulando, mas com a chegada do bebê eu não teria mais tempo para ressucitá-las nem meios de transportá-las nas mudanças tantas que faria até chegar nesta casa.

Hoje estamos aqui, eu e Fábio “Marcelum”, mexendo nos dois computadores que temos em casa, formatando e reformatando com Ubuntu, Fedora, Puppy, Slax, Kalango, Kurumin, e o diabo a quatro até entender como essa parafernália funciona afinal. Bota placa, instala pacote, pesquisa no google, será que é isso, será que é aquilo, fórum, lista de discussão, grava CD, reseta aí… Meu Deeeeeeus, acho que to ficando louca com tanta novidade na cabeça!!! O Janela$ ficou pra trás de uma maneira tão ridícula, que parece que realmente uma grande porta se abriu para nós. Uma sequência de acontecimentos vem trazendo oxigênio à nossa vida. Chega de crackear, bugar, finalizar tarefa, enviar relatório de erros, digitar serial-key porque não dá mais para copiar e colar; o fabricante tá sempre se esforçando para dificultar a cópia ilegal de seus programas e nós correndo atrás do prejuízo.

A nova vida tem dificuldades, como qualquer adaptação. Somos um pouco técnicos de hardware, um pouco programadores, filósofos, designers, mas principalmente somos disseminadores de uma nova mentalidade, da recriação dos espaços digitais e da reapropriação da cultura como bem compartihado.

Agora temos a oportunidade de conhecer softwares livres, como também escrevê-los e até criar interfaces (porque não?!?!) Temos habilidades, temos pessoas para compartilhar conhecimentos e colaborar conosco. Há muito o que estudar. Eu queria não precisar dormir para ter mais tempo e chegar logo no patamar de compreensão em que houvessem menos dúvidas bobas como as que tenho hoje.

Ainda não temos quase nada definido para iniciar a prática. Então, fora o computador que usamos para tarefas mais robustas, estão encostados aqui dois monitores de 6 anos de idade (com a imagem um pouquinho desfocada), uma cpu (funcionando) Pentium III de 500 mHz (128 de ram) e periféricos (alguns funcionando), como scanner, impressora, mouse, teclado e caixa de som.

Moramos num bairro popular de Salvador e conhecemos pessoas de várias idades que não podem pagar por um curso de informática. Gostaríamos de ajudá-las, ensinando-as a usar computadores e a fazer manutenção para que possam, através desses novos recursos, obter um pouco mais de êxito na vida profissional e até mesmo no dia-a-dia, sentindo-se valorizadas e dentro da realidade atual. Essas pessoas têm vontade de se comunicar também! Têm algo a dizer para o mundo, há talentos inatos entre elas.

Ontem, risquei umas idéias à lápis na folha de reciclato. Nomes, desenhos… Delineando na compreensão a palavra MetaReciclagem como o ato de renovar não só as peças consideradas obsoletas, mas principalmente a reciclagem do próprio homem num retorno digno à sociedade e com o poder de canalizar integralmente suas idéias.

Leiam, a seguir, dois trechos extraídos do texto: Por que somos contra a propriedade intelectual? de Pablo Ortellado (recomendo a leitura completa no endereço http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/06/29908.shtml)

“Uma vez que tiramos grandes vantagens das invenções alheias, devemos ficar felizes de ter uma oportunidade de servir aos outros com quaisquer de nossas próprias invenções; e isso devemos fazer de forma gratuita e generosa. (Citação de Benjamin Franklin, que sempre se recusou a patentear suas invenções).

(…)

O sucesso do sistema operacional GNU/Linux e do movimento do software livre trouxe um exemplo concreto da possibilidade de se constituir um sistema de criação onde a remuneração não fosse a forma principal de estímulo e onde o interesse coletivo de usufrir com liberdade a cultura humana fosse mais importante do que a exploração comercial das idéias.”

Read Full Post »